Jazz - tradição e inovação

Escrever sobre Jazz será sempre uma espécie de tertúlia, um texto nunca fechado, um lugar de exploração e criatividade. Imaginamos ambientes marginais, ficamos magnetizados com o poder do improviso e deixamo-nos levar por toda essa liberdade dos ritmos não lineares com sonoridades tão genuínas.




É, sem dúvida, um estilo musical complexo e até difícil de perceber e, às vezes, de receber. O Jazz é tudo ou nada, mas é sobre alguma coisa deste universo da música que vamos escrever neste artigo.



As raízes do Jazz


O Jazz nasceu no sul dos Estados Unidos, na região de Nova Orleans no final do século XIX e início do século XX. Ainda com as memórias da escravatura bem vivas, todos os cantos coletivos que se ouviam durante o trabalho nas plantações de arroz, algodão, açúcar e tabaco, parece que renascem quando os negros libertam estas energias com a ajuda dos instrumentos ocidentais. Da voz para o instrumento, das raízes da escravatura africana para as notas musicais do ocidente. É fácil contextualizar o Jazz nesta mescla de culturas, melodias e ritmos. E também podemos entender que não é forma pacífica de fazer música, há conflito nesta abordagem. Há muita expressão cultural e social e, por isso, há liberdade, mas também agressividade.


Nova Orleans foi o palco desta experimentação e efervescência sonora. Só nos anos 20, os gloriosos, o Jazz passou as fronteiras da cidade e das camadas mais baixas da sociedade e passou também a fazer parte da vida cultural da elite. Foi também nesta altura que o Jazz passou a influenciar outros géneros, alcançando patamares internacionais e consagrando-se em todo mundo.



Os estilos do Jazz


Mistura de sonoridades, criatividade, improvisação são traços comuns entre os inúmeros estilos de Jazz. Numa ótica de evolução, podemos destacar:


Swing e Big bands

São talvez os primeiros estilos de Jazz a surgir. Decorriam os anos 30 e o swing já tinha pódio nas rádios e desbravava caminho para as big bands, onde a componente visual de grupo, os vários instrumentos e muitos músicos assumiam o protagonismo no palco.


Louis Armstrong já era muito reconhecido nesta altura e ganhou o título de "rei do jazz".



Momento biografia

Com uma longa carreira de cinco décadas, Louis Daniel Armstrong foi trompetista, cornetista, saxofonista e vocalista americano. Começou a tocar tinha apenas 13 anos e, já em adulto, de dia, queimava carvão numa fábrica e, à noite, tocava trompete. "Em 1964, atingiu o maior recorde de vendas, ultrapassando as suas antigas gravações com "Hello, Dolly!". A música ficou em primeiro lugar no Top 10, fazendo com que Armstrong, com 63 anos de idade, se tornasse na pessoa mais idosa a conseguir tal feito, destronando até os Beatles, que estavam, por 14 semanas seguidas, em 1º lugar. "


Wikipédia.



Bebop e Hard bop


Sonoridades mais complexas e rápidas. Nos anos 50, o Jazz “radicaliza-se”, ganha uma componente de modernidade e artistas como Bill Evans ganham destaque.


Cool jazz e Soul jazz


Umas versões mais “soft” dos estilos anteriores. Maior suavidade, linhas melódicas maiores, a grande influência do blues… Miles Davis é um dos grandes músicos deste estilo e época.


Free jazz


O reconhecimento da vertente de experimentação e improvisação do Jazz começa, talvez, aqui. O Free Jazz assume o descompromisso com a simetria sonora e traz a liberdade ao palco, com toda a vivacidade possível.


John Coltrane, diz-lhe alguma coisa?


Fusion jazz


Chegamos aos anos 60 e o Jazz está a misturar-se com outros ritmos e estilos. Nomes como Herbie Hancock e Frank Zappa protagonizam esta mescla com o rock.


Jazz Latino


Sem dúvida, um ritmo latino-americano que resulta da combinação criativa do Jazz com os instrumentos e as sonoridades de salsa, merengue, mambo e samba.


O Jazz e a Proficoncept


Na Proficoncept, o Jazz tem um lugar de atenção especial. Em primeira instância é arte, depois é uma expressão musical de tremenda criatividade e entrega. André Sarbib, um dos mais prestigiados músicos no cenário do Jazz português fez parte da nossa equipa de formadores e, agora, mais recentemente, Ricardo Pinto na sua “Composição para Jazz” traz uma nova experiência.




Conseguir as ferramentas de construção criativa, iniciando a aprendizagem da composição com base na linguagem musical de raízes no Jazz! - Conhecer diferentes técnicas de composição para jazz - Descomplicar o processo de compor e explorar a experimentação - Estimular a criatividade ao nível da expressão musical Por que espera para se libertar através do Jazz?


Para conhecer melhor esta formação, basta clicar aqui.


Até jazz!

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